Crítica | Viúva Negra

Avaliação: 2 de 5.

Com ótimas cenas de ação, ‘Viúva Negra’ desperdiça a oportunidade de dar o devido adeus para uma personagem tão importante da Marvel Studios

Nesse filme acompanhamos o início da história de Natasha Romanoff e sua “família” de espiões russos. Logo após os acontecimentos de ‘Capitão América: Guerra Civil’, Natasha reencontra sua irmã Yelena, que a recruta em uma missão para salvar outras mulheres, vítimas do programa da Sala Vermelha.

‘Viúva Negra’ acaba seguindo bastante a fórmula da Marvel, não que isso seja sempre ruim, mas nesse caso, a personagem sempre foi deixada de lado pela franquia, exercendo o papel da mulher hipersexualizada ou interesse romântico dos heróis.

O mínimo esperado pelo filme era uma despedida digna, e não apenas um gancho para a introdução de Yelena Belova no MCU.

Fica clara a dificuldade do estúdio em dar mais voz para as mulheres. Temos uma narrativa que trata sobre abuso -de forma nada sutil ou cuidadosa- deixando Natasha sempre a mercê de seus traumas e violências vividas ao longo da vida. É preciso lembrar que milhares de mulheres já foram vítimas de abuso, mas isso não define elas como pessoas.

Algo que, tecnicamente, foi feito para encerrar o ciclo de Natasha Romanoff e honrar seu sacrifício pelo universo, não apresenta uma boa despedida da personagem -quem rouba a atenção nas cenas é sua irmã Yelena Belova-.

Lá pelo terceiro ato os efeitos visuais começam a ficar de baixa qualidade, quase parecendo um jogo de videogame dos anos 2000. Não é algo que tem grande impacto na produção ou capaz de deixar as cenas de ação menos intensas, mas á algo que deve ser pontuado.

Voltando na pauta da sexualização da personagem, tiveram duas cenas que me incomodaram no longa, onde fica claramente visível que o enquadramento só foi aquele para poder mostrar o corpo da Natasha. As mesmas cenas poderiam ser utilizadas de ângulos diferente, não iria impactar nada na história.

Certamente, o ponto alto do longa são suas cenas de ação, com lutas bem coreografadas e cenas de perseguição de tirar o fôlego.

Não são completas duas horas desperdiçadas de sua vida, o filme tem boas cenas de luta, e revela várias respostas. E claro, como qualquer filme da Marvel, vai te entreter.

ATENÇÃO: Esse filme possui uma cena pós-créditos.

Estrelado por Scarlett Johansson e Florence Pugh, o longa tem sua estreia mundial em 9 de julho nos cinemas e no @DisneyPlusBR com Premier Access por um custo adicional.