O tão aguardado reboot do filme de terror de 1997 estreou nesta quinta (17) com uma pitada de humor e nostalgia, mas sem a parte do terror.
Para os fãs de franquias de terror como Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, que criaram expectativas com o reboot: vocês vão se surpreender, de forma positiva e negativa. Para os fãs mais novos, a nova fórmula pode agradar, mas não surpreender.
Com uma leve diferença do original, o enredo segue a história de cinco jovens, que durante uma comemoração de 4 de julho, causam um acidente e fogem para não serem pegos, mas após um ano, o ocorrido deixa marcas irreparáveis.

Com um novo arsenal e um look renovado, o pescador, vilão da saga, tem uma motivação fraca se comparado ao primeiro longa, trazendo uma tensão quase nula e uma trilha sonora desconexa, não houveram motivos para susto ou momentos de suspense. O filme não tenta encontrar uma motivação própria para sobreviver e a fórmula clássica de slasher é mal aproveitada.
Ainda que não tenha terror, conseguimos ver um esforço para conectar a geração antiga a nova, e consegue, na parte do humor e nas incontáveis referências. A tentativa de inovação com adição de humor ácido funciona, mas acaba com a vibe sombria da franquia, porque assim que começamos a criar expectativa de que algo incrível irá acontecer, o momento acaba em piada – mesmo que engraçada -, destruindo um clima que sequer existiu.
O que salva o filme são as piadas inapropriadas e atuais, uma participação icônica e a personagem incrível de Madelyn Cline, que foi tão utilizada pela Sony que esqueceram de aprofundar os outros personagens. Ficamos o tempo inteiro preocupados com a possível morte dessa personagem, que não nos preocupamos tanto com os outros protagonistas. E ainda que eles estejam sendo perseguidos por um assassino em série, eles parecem despreocupados com a mortalidade.
O cenário e ambientação são ótimos e entregam um visual digno de série de verão, que poderia ser usado, tranquilamente, em um filme de romance.
No quesito terror e slasher o filme deixa a desejar, mas a pitada de humor é muito bem vinda. E no fim, tudo se resolveria se homens fizessem terapia. Vale assistir pela nostalgia, mas não vale o valor do ingresso.

