Crítica | Desencantada

O final feliz não depende de contos de fadas

Se em Encantada, Giselle (Amy Addams) percebeu que o mundo real tinha um “felizes para sempre” a oferecer, em Desencantada ela enfrenta problemas que nem a magia dos contos de fadas consegue resolver.

A sequência chega ao Disney+ nesta sexta-feira (18), 15 anos depois da estreia do primeiro longa, e traz uma mistura de nostalgia, humor e a esperança de que, independente do que aconteça, tudo fica bem no final.

Na trama, a princesa de Andalasia e o marido Robert (Patrick Dempsey) precisam lidar com questões que estão fora das histórias infantis. Morgan (Rachel Covey) não está mais interessada em fábulas fantasiosas agora que se tornou adolescente, e a chegada da caçula Sofia mudou completamente a rotina já atarefada da família.

Buscando tranquilidade para criar as meninas, o casal se muda de Nova York para Monroeville, mas os subúrbios não são exatamente o castelo encantado que Giselle pensava e encontrar seu lugar é ainda mais difícil sob o olhar da “rainha da cidade”, Malvina Monroe (Maya Rudolph).

Duvidando de seu final feliz e desejando voltar aos contos de fadas, Giselle recorre à magia de Andalasia para mudar a realidade. Porém, os desejos têm consequências e, como todos sabem, as histórias de princesas seguem um roteiro básico: a mocinha é maltratada pela madrasta má e precisa ser salva pelo príncipe para viver a felicidade eterna.

Mas se ela é madrasta de Morgan… Bom, você entendeu, não é? A protagonista precisa desfazer o pedido antes do relógio bater meia-noite. Caso contrário, se tornará para sempre uma vilã e perderá o amor daquela que considera uma filha.

Ao decorrer do longa, é interessante como a personalidade má vai tomando conta e se torna a maior inimiga da personagem. Vale destacar aqui a atuação de Amy Addams, que vai de um extremo para o outro interpretando os lados princesa/madrasta com muita fluidez.

Apesar de se estender um pouco no roteiro, também há bastante humor e easter eggs envolvidos. Encantada ficou conhecido como uma homenagem aos clássicos e a sequência não está muito longe. Do figurino até a cenografia, Cinderella, Branca de Neve, A Bela e a Fera, A Pequena Sereia, Rapunzel e até Frozen são referência.

E, claro, assim como o primeiro filme, Desencantada também é um musical. As canções não são emblemáticas quanto Vai Saber Assim (Como Ela Sabe Que Você a Ama) e Verdadeiro Beijo de Amor, mas chamam atenção o dueto de Giselle e Malvina, além de Idina Menzel brilhando como a rainha Nancy em um solo sobre o poder do amor e da memória.

Inclusive, essa música é essencial para passar a mensagem principal – é uma produção Disney, no fim das contas: na vida real temos dias bons e ruins, mas precisamos nos lembrar de quem somos e nos cercar das pessoas que amamos para construir a nossa felicidade – e não tem conto de fadas que supere isso.

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